#avidadeba - Ensaio a minha solidão

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Já é noite e agora chova lá fora. Sinto o cheiro da terra molhada que a muito tempo não sentia, não que a chuva deixará de cair por muito dias, eu que não tenho estado com meus sentidos aforados a ponto de perceber ultimamente as pequenas sutilezas da natureza. Sei que a chuva de agora é daquelas passageiras, feitas para invadir o quarto e esfriar a cama. Aonde ele deve estar agora além de aqui dentro de mim? Dentro de mim, você existe. Existe cada pedaço de você em mim.
Imaginar seus dedos percorrendo cada canto do meu corpo, das mordidas que desenhará em mim um mapa do território do que um dia vai ser seu. Quero que fique na minha memória olfativa cada nota do seu perfume espalhado no lençol e travesseiro da minha cama. Divago a cada novo pensamento que a solidão abre espaço. Divago pelo que talvez nunca tenha ou nunca aconteça. Isso é o que mais me fere: A arte do talvez. A iminência de que algo aconteça, a incerteza. a impossibilidade. Mas é sempre na esperança de um talvez que se perde a alegria, o humor, a esperança e as pontas das unhas, elas sempre sobram no meu caso na verdade a falta de apetite é que me fode! É nessas horas que percebo que o "não ter" é mais solidário do que um "talvez".
Mas nem eu mesmo levo tão a sério o que escrevo agora, hoje estou vulnerável demais é essa chuva só ajudar a divagar esses pensamentos, me agarraria a qualquer coisa que pudesse me livrar desse fantasma que ainda nem existiu. 

Beijo Grande :)

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